8 jogos mais bem avaliados que merecem sua atenção hoje

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Encontrar uma experiência realmente marcante em meio a tantos lançamentos pode ser uma tarefa difícil. A cada mês, novos mundos, personagens e sistemas de jogo chegam às plataformas, mas apenas alguns conseguem conquistar jogadores e críticos por muitos anos. É nesse cenário que os jogos mais bem avaliados se tornam referências importantes para quem deseja escolher sua próxima aventura com mais segurança.

Uma boa avaliação não depende somente de gráficos impressionantes ou de uma campanha longa. Trilha sonora, roteiro, jogabilidade, desempenho, direção artística e capacidade de surpreender também fazem parte da conta. Além disso, um título pode ser tecnicamente impecável e ainda não agradar a todos, já que preferências pessoais têm grande peso na hora de jogar.

Nesta seleção, o Lino Recomenda reuniu oito experiências que se destacam por diferentes motivos. Há RPGs de mundo aberto, aventuras narrativas, jogos independentes, desafios de ação e títulos que transformaram seus respectivos gêneros. A lista não funciona como uma ordem definitiva, mas como um guia para conhecer obras que merecem atenção hoje.

O que faz um jogo ser bem avaliado?

Antes de apresentar os títulos, vale entender por que alguns jogos alcançam notas tão altas. A avaliação costuma combinar aspectos objetivos e subjetivos. Desempenho estável, controles responsivos e uma direção visual coerente são elementos que podem ser analisados com relativa facilidade. Já a emoção causada por uma história ou a sensação de descoberta variam de jogador para jogador.

Os jogos mais bem avaliados normalmente apresentam uma identidade clara. Eles sabem o que querem oferecer e desenvolvem suas mecânicas em torno desse objetivo. Um jogo focado em exploração não precisa ter o mesmo ritmo de um título competitivo, assim como uma aventura narrativa não deve ser julgada pela quantidade de inimigos derrotados.

Outro ponto importante é a consistência. Um game pode apresentar uma ideia excelente, mas perder força por problemas de ritmo, repetição ou sistemas mal aproveitados. Os grandes destaques conseguem manter o interesse durante boa parte da experiência, seja por meio de novos desafios, descobertas, escolhas narrativas ou evolução constante do personagem.

Também é necessário considerar o contexto de cada produção. Alguns títulos inovaram quando foram lançados, enquanto outros aprimoraram fórmulas já conhecidas com enorme competência. O resultado, nos dois casos, pode ser uma experiência memorável.

1. The Legend of Zelda: Breath of the Wild

Poucos jogos modernos mudaram tanto a percepção sobre exploração quanto The Legend of Zelda: Breath of the Wild. Lançado originalmente para Wii U e Nintendo Switch, o título abandona várias estruturas tradicionais da série para entregar um mundo aberto em que a curiosidade é a principal ferramenta do jogador.

Hyrule não apresenta uma sequência rígida de objetivos. Depois de uma introdução relativamente curta, Link pode seguir em várias direções, escalar montanhas, atravessar rios, investigar ruínas e encontrar santuários escondidos. Essa liberdade não é apenas uma promessa: o próprio design do mapa incentiva o jogador a observar o horizonte e decidir qual será o próximo destino.

A física é um dos maiores destaques. Fogo, vento, eletricidade, água e objetos metálicos interagem de maneiras que permitem resolver problemas com criatividade. É possível criar correntes de ar, incendiar a vegetação, usar uma arma metálica durante uma tempestade ou aproveitar o ambiente para superar um inimigo mais forte.

O sistema de equipamentos também contribui para a dinâmica da aventura. As armas se desgastam, o que inicialmente pode causar estranhamento, mas obriga o jogador a experimentar diferentes ferramentas e evitar dependência de um único item. Escudos podem ser usados para surfar, e a exploração frequentemente recompensa quem observa cada detalhe do cenário.

A estrutura dos santuários oferece desafios curtos e variados, enquanto as quatro Bestas Divinas funcionam como grandes masmorras. Embora alguns fãs sintam falta das dungeons tradicionais, a proposta combina com a filosofia de liberdade do jogo. A progressão não está limitada a uma rota única, e cada pessoa pode construir sua própria jornada.

A direção artística utiliza cores suaves, paisagens amplas e uma estética que mistura fantasia com elementos de uma civilização esquecida. Mesmo com limitações técnicas em determinadas áreas, o conjunto continua visualmente marcante. Breath of the Wild merece estar entre os jogos mais bem avaliados porque transforma exploração em uma forma constante de descoberta.

2. Red Dead Redemption 2

Red Dead Redemption 2 é uma das experiências mais detalhadas já produzidas para um mundo aberto. A aventura acompanha Arthur Morgan, integrante da gangue Van der Linde, durante um período de mudanças profundas no Velho Oeste. A história combina ação, drama e temas como lealdade, sobrevivência e o fim de uma era.

O grande diferencial está na atenção aos detalhes. Arthur precisa cuidar de suas armas, alimentar o cavalo, escolher roupas adequadas ao clima e lidar com as consequências de suas ações. Esses sistemas não existem apenas para aumentar o realismo; eles ajudam a criar uma relação mais próxima entre o jogador, o personagem e o ambiente.

A natureza de Red Dead Redemption 2 é quase um personagem. Animais possuem comportamentos próprios, cidades apresentam rotinas específicas e encontros aleatórios podem surgir durante uma simples viagem. Uma ida até uma loja pode se transformar em uma perseguição, uma conversa inesperada ou uma situação que revela mais sobre a sociedade daquele período.

A campanha tem ritmo mais contemplativo do que muitos jogos de ação. Longos deslocamentos a cavalo, conversas no acampamento e momentos de convivência fazem parte da estrutura. Para alguns jogadores, esse ritmo exige paciência; para outros, é justamente o que torna a experiência tão envolvente.

O tiroteio apresenta boa resposta e melhora com a evolução do personagem, enquanto o sistema de honra influencia determinadas interações e ajuda a reforçar a personalidade construída pelo jogador. As missões principais são cinematográficas, mas as atividades opcionais também possuem histórias e objetivos capazes de surpreender.

A qualidade da dublagem original, da trilha sonora e da captura de movimentos eleva o impacto das cenas dramáticas. Mesmo anos depois do lançamento, o título continua sendo um exemplo de como um mundo aberto pode combinar escala, narrativa e detalhes sem transformar tudo em uma lista de tarefas. Entre os jogos mais bem avaliados, ele se destaca pela capacidade de fazer o jogador sentir que viveu uma história, não apenas completou missões.

3. Elden Ring

A FromSoftware levou a fórmula de seus RPGs de ação para uma escala muito maior em Elden Ring. As Terras Intermédias formam um mundo aberto cheio de áreas opcionais, chefes escondidos, cavernas, fortalezas e caminhos que podem ser descobertos em qualquer ordem aproximada.

O jogo preserva a dificuldade característica do estúdio, mas oferece mais ferramentas para lidar com os desafios. Invocações espirituais, montaria, construção de personagem e a possibilidade de abandonar temporariamente uma área difícil tornam a progressão mais flexível. Quando um chefe parece impossível, quase sempre existe outro caminho para explorar e novas habilidades para adquirir.

O combate continua baseado em observação, posicionamento e administração de recursos. Cada inimigo possui padrões que precisam ser estudados, e atacar sem pensar costuma ser uma decisão perigosa. Ao mesmo tempo, a variedade de armas, magias, cinzas de guerra e estilos de personagem permite que diferentes jogadores encontrem soluções próprias.

A exploração é recompensadora porque o mapa não entrega todas as respostas de forma explícita. Uma construção distante pode esconder uma nova linha de missão, uma porta aparentemente decorativa pode levar a uma área extensa e uma mensagem no chão pode indicar uma armadilha ou uma oportunidade. A sensação de descoberta permanece forte mesmo depois de muitas horas.

A narrativa utiliza descrições de itens, diálogos fragmentados e cenários para apresentar sua mitologia. Isso exige atenção, mas também cria espaço para interpretação. Personagens como Melina, Ranni e diversos semideuses possuem objetivos complexos, e suas histórias podem assumir caminhos diferentes dependendo das escolhas do jogador.

A escala de alguns confrontos é impressionante, especialmente quando o jogo coloca o personagem diante de criaturas gigantescas ou arenas que mudam completamente a percepção do espaço. Ainda existem discussões sobre desempenho e equilíbrio em determinadas situações, mas a ambição do projeto é inegável. Elden Ring está entre os jogos mais bem avaliados por unir liberdade de exploração com um combate exigente e profundamente personalizável.

Guerreiro explorando um vasto mundo de fantasia com ruínas antigas, montanhas ao fundo e uma atmosfera épica de RPG de ação

4. The Witcher 3: Wild Hunt

The Witcher 3: Wild Hunt tornou-se uma referência para RPGs narrativos de mundo aberto. O jogador assume o papel de Geralt de Rívia, um bruxo especializado em caçar monstros, em uma jornada marcada por conflitos políticos, relações pessoais e decisões com consequências difíceis de prever.

A qualidade das missões secundárias é um dos maiores motivos para o reconhecimento do jogo. Em muitos títulos, atividades opcionais funcionam apenas como tarefas repetitivas para acumular experiência. Aqui, elas frequentemente apresentam personagens interessantes, dilemas morais e reviravoltas que poderiam sustentar uma campanha própria.

O sistema de escolhas evita respostas simples. A decisão aparentemente correta pode causar problemas mais adiante, enquanto uma atitude questionável pode proteger alguém em determinada circunstância. Nem sempre existe uma solução perfeita, e isso reforça o tom adulto da narrativa.

O combate combina ataques rápidos, golpes fortes, esquivas, bloqueios, bombas e sinais mágicos. A preparação também tem importância: estudar um monstro, preparar óleo adequado e escolher a poção certa pode fazer diferença. Embora o sistema não seja tão preciso quanto o de um jogo focado exclusivamente em ação, ele funciona bem dentro da proposta de um RPG amplo.

O Continente é formado por regiões com identidades próprias. Pântanos, cidades movimentadas, ilhas e campos devastados contam histórias por meio da arquitetura, dos habitantes e dos conflitos locais. A trilha sonora ajuda a diferenciar esses espaços, principalmente nas áreas inspiradas em culturas eslavas.

A expansão Blood and Wine merece uma menção especial por apresentar um novo mapa, personagens memoráveis e uma campanha com qualidade comparável à de muitos jogos completos. O conjunto fez de The Witcher 3 um dos jogos mais bem avaliados de sua geração e continua sendo uma recomendação segura para quem gosta de narrativa, exploração e escolhas com peso.

5. God of War Ragnarök

God of War Ragnarök amplia a jornada de Kratos e Atreus com um equilíbrio cuidadoso entre combate, narrativa e exploração. A aventura começa depois dos acontecimentos do jogo de 2018 e coloca a dupla diante de ameaças ligadas ao destino dos Nove Reinos.

O relacionamento entre pai e filho continua no centro da experiência. Kratos tenta proteger Atreus, mas também precisa aceitar que o jovem possui desejos, dúvidas e responsabilidades próprias. Essa tensão é desenvolvida em conversas durante a exploração, cenas de ação e decisões que afetam o rumo da história.

O combate é rápido, pesado e bastante satisfatório. O machado Leviatã, as Lâminas do Caos e o escudo oferecem estilos diferentes, enquanto habilidades desbloqueáveis permitem criar combinações adequadas à preferência de cada jogador. Atreus e outros companheiros também participam das lutas, acrescentando possibilidades sem tirar o controle das mãos do jogador.

A produção apresenta cenários visualmente impressionantes, desde regiões congeladas até áreas tomadas por vegetação e construções mitológicas. Cada reino possui uma atmosfera própria, e a direção de arte consegue mostrar escala sem perder a atenção aos detalhes.

Os quebra-cabeças são integrados ao ambiente e utilizam elementos conhecidos, como correntes, runas e mecanismos antigos. Alguns desafios são simples, mas ajudam a quebrar o ritmo dos combates. As missões opcionais, por sua vez, aprofundam personagens e apresentam consequências que não seriam vistas em uma campanha direta.

O jogo também merece atenção pelo modo como trata temas como luto, responsabilidade, medo e mudança. Kratos permanece uma figura poderosa, mas sua força não resolve todos os problemas. A narrativa mostra que amadurecer envolve reconhecer erros e permitir que outras pessoas façam suas próprias escolhas.

Por reunir espetáculo, emoção e jogabilidade refinada, God of War Ragnarök ocupa um lugar de destaque entre os jogos mais bem avaliados dos últimos anos. Para conhecer outros aspectos que fazem essa produção funcionar tão bem, vale conferir a análise de God of War Ragnarök publicada pelo Lino Recomenda.

6. Hades

Jogos independentes frequentemente encontram soluções criativas para trabalhar com orçamentos menores, e Hades é um dos melhores exemplos disso. Desenvolvido pela Supergiant Games, o título combina ação rápida, narrativa mitológica e estrutura roguelike em uma experiência que transforma cada tentativa em parte da progressão.

O protagonista é Zagreus, filho de Hades, que tenta escapar do submundo para descobrir mais sobre sua origem. Cada fuga apresenta salas diferentes, inimigos variados e bênçãos concedidas por deuses do Olimpo. Quando o personagem é derrotado, retorna ao ponto inicial, mas mantém conhecimentos, recursos e novas possibilidades.

A repetição não se torna cansativa porque cada tentativa oferece diálogos e situações diferentes. Os personagens comentam o desempenho do jogador, reagem às descobertas e desenvolvem relações ao longo do tempo. Assim, perder uma partida não representa simplesmente voltar ao começo: também significa avançar na história.

O combate é veloz e fácil de compreender, mas possui profundidade suficiente para recompensar a prática. Ataques básicos, especiais, investidas e habilidades divinas podem ser combinados de várias maneiras. Uma tentativa pode favorecer dano direto, enquanto outra prioriza efeitos de congelamento, empurrão ou dano contínuo.

As armas mudam completamente o ritmo das partidas. A espada incentiva combates próximos, o arco valoriza distância e precisão, enquanto outras opções exigem posicionamento e leitura do cenário. Essa variedade ajuda a evitar que o jogador dependa sempre da mesma estratégia.

A arte desenhada à mão, a trilha sonora e a escrita são outros pontos fortes. Cada personagem possui aparência e personalidade marcantes, e a mitologia grega é reinterpretada com estilo próprio. Hades prova que um jogo menor pode oferecer acabamento, profundidade e conteúdo suficientes para competir com produções muito maiores.

Para quem busca os jogos mais bem avaliados sem necessariamente escolher uma aventura de dezenas de horas, essa é uma excelente porta de entrada. As partidas podem ser curtas, mas a progressão e a vontade de testar novas combinações mantêm o interesse por bastante tempo.

7. Portal 2

Portal 2 é uma aula de design de fases, humor e ritmo. A proposta parece simples: utilizar uma arma capaz de criar portais para atravessar ambientes e resolver quebra-cabeças. No entanto, a Valve constrói desafios progressivos que introduzem novas ideias sem sobrecarregar o jogador.

A campanha acompanha Chell novamente em uma instalação controlada pela inteligência artificial GLaDOS. A narrativa utiliza diálogos bem-humorados para conduzir a aventura, mas também apresenta momentos de tensão e descobertas sobre o passado do complexo Aperture Science.

O grande mérito está na forma como cada mecânica é apresentada. O jogador aprende a usar portais em situações seguras, depois precisa combinar a ferramenta com botões, cubos, lasers, plataformas móveis e diferentes tipos de gel. A dificuldade cresce de maneira natural, fazendo com que a solução pareça resultado do próprio raciocínio.

O modo cooperativo acrescenta uma campanha separada para duas pessoas. Cada participante controla um robô e precisa coordenar movimentos, criar portais e compreender a lógica do parceiro. A comunicação é essencial, mas o jogo também lida bem com erros e permite repetir os testes sem punições exageradas.

Mesmo sendo um jogo de quebra-cabeças, Portal 2 apresenta excelente ritmo. As áreas de teste alternam momentos de raciocínio com exploração e cenas narrativas. O humor não interrompe a experiência; ele está integrado aos personagens, aos ambientes e às próprias regras do laboratório.

A influência do título pode ser percebida em muitos jogos que usam física, portais ou desafios baseados em manipulação espacial. Sua campanha não é tão longa quanto a de um RPG, mas cada fase parece cuidadosamente construída. Por isso, permanece entre os jogos mais bem avaliados e continua recomendável para iniciantes, veteranos e grupos de amigos.

8. Minecraft

Minecraft pode parecer uma escolha diferente ao lado de aventuras narrativas e RPGs de ação, mas sua importância é difícil de ignorar. A Mojang criou uma experiência baseada em exploração, coleta de recursos, construção e sobrevivência que continua recebendo novos jogadores depois de muitos anos.

A liberdade é o elemento central. É possível construir uma pequena casa, explorar cavernas, criar mecanismos automáticos, viajar por dimensões alternativas ou simplesmente caminhar pelo mapa em busca de paisagens interessantes. Não existe uma única maneira correta de jogar, e essa abertura ajuda a explicar sua popularidade entre públicos de diferentes idades.

No modo Sobrevivência, o jogador precisa obter materiais, preparar alimentos e se proteger durante a noite. Monstros aparecem em áreas escuras, o que torna a iluminação e o planejamento importantes. Com o tempo, uma cabana simples pode evoluir para uma base completa, uma vila organizada ou uma construção gigantesca inspirada em uma obra real.

O modo Criativo remove as limitações de recursos e permite construir livremente. Já o modo Aventura e os servidores personalizados acrescentam regras, minijogos e experiências criadas pela comunidade. Essa variedade amplia muito a vida útil do título.

A estética baseada em blocos é simples, mas também é uma das razões para o jogo ser tão acessível. Os gráficos não exigem realismo para transmitir personalidade, e a simplicidade facilita a leitura do ambiente. Além disso, atualizações frequentes adicionam criaturas, biomas, itens e sistemas que renovam a exploração.

Outro aspecto importante é a experiência com amigos. Construir uma base coletiva, explorar uma caverna ou enfrentar um inimigo poderoso em grupo cria histórias que dificilmente seriam reproduzidas da mesma maneira em uma campanha linear. Minecraft está entre os jogos mais bem avaliados porque oferece ferramentas para que os próprios jogadores criem seus objetivos e memórias.

Como escolher entre esses jogos?

A melhor escolha depende do que você espera encontrar em uma sessão de jogo. Quem gosta de exploração livre pode começar por The Legend of Zelda: Breath of the Wild, Elden Ring, Red Dead Redemption 2 ou Minecraft. Cada um trabalha a liberdade de maneira diferente: há foco em descoberta, combate, simulação de mundo ou construção.

Para quem valoriza histórias longas e personagens desenvolvidos, The Witcher 3 e God of War Ragnarök são opções fortes. O primeiro oferece decisões ramificadas e muitas missões secundárias, enquanto o segundo concentra sua experiência em uma narrativa mais linear e cinematográfica.

Jogadores que preferem partidas menores, desafio constante e evolução gradual podem se identificar com Hades. A estrutura roguelike torna cada tentativa diferente, e o sistema de progressão reduz a frustração sem retirar a importância da habilidade.

Portal 2 é indicado para quem gosta de raciocínio, humor e desafios bem construídos. A campanha cooperativa também é uma escolha interessante para jogar com alguém que está começando no universo dos games, pois ensina suas mecânicas de maneira clara.

Plataforma, disponibilidade e tempo livre também devem entrar na decisão. Um RPG de mundo aberto pode exigir dezenas de horas, enquanto uma campanha de quebra-cabeças permite concluir a aventura em sessões mais curtas. O fato de um título possuir notas excelentes não significa que ele será ideal para todos os momentos.

Por que avaliações não devem ser o único critério?

Notas e opiniões ajudam a filtrar lançamentos, mas não substituem a experiência individual. Um jogador pode admirar a qualidade técnica de um título e ainda não gostar do ritmo. Outro pode preferir um jogo simples, com partidas rápidas, em vez de uma aventura extensa e cheia de sistemas.

Também é importante observar se a avaliação considera a versão atual do jogo. Atualizações podem corrigir problemas de desempenho, adicionar conteúdo ou modificar o equilíbrio. Em títulos com muitos anos de mercado, a experiência disponível hoje pode ser bastante diferente daquela analisada no lançamento.

O gênero influencia muito a percepção. Um fã de jogos competitivos talvez não tenha a mesma paciência para uma aventura narrativa lenta. Da mesma forma, alguém que gosta de construir e experimentar pode se sentir limitado em uma campanha completamente linear.

No Lino Recomenda, reviews e rankings servem como ponto de partida para essa decisão. A ideia é apresentar os pontos fortes, explicar possíveis limitações e ajudar cada leitor a entender se determinado jogo combina com seu perfil. Uma recomendação confiável não precisa dizer que todos vão gostar; ela precisa explicar o que torna a experiência interessante.

O impacto desses jogos na indústria

Os títulos desta lista não são lembrados apenas por suas vendas ou notas. Eles também influenciaram outros desenvolvedores. Breath of the Wild popularizou uma abordagem mais sistêmica para mundos abertos, em que diferentes elementos do ambiente interagem de forma inesperada.

Red Dead Redemption 2 elevou a expectativa em relação ao detalhamento de personagens, animais e rotinas. Elden Ring mostrou que um mapa aberto pode preservar mistério e dificuldade sem transformar a aventura em uma sequência de marcadores obrigatórios.

The Witcher 3 ajudou a estabelecer missões secundárias como parte relevante da narrativa, enquanto God of War Ragnarök demonstrou como uma produção de grande escala pode manter o foco em relações pessoais. Hades, por sua vez, reforçou a capacidade dos jogos independentes de competir em escrita, arte e design.

Portal 2 continua sendo estudado por sua introdução gradual de mecânicas, e Minecraft influenciou a forma como a comunidade participa da criação de conteúdo. Em conjunto, essas obras representam diferentes caminhos para alcançar excelência.

Essa diversidade é justamente o que torna o universo dos games tão interessante. Não existe uma única fórmula para criar um clássico. Alguns jogos impressionam pela escala, outros pela precisão, pela criatividade, pela emoção ou pela liberdade oferecida ao jogador.

Conclusão

Os oito títulos apresentados mostram por que os jogos mais bem avaliados continuam relevantes mesmo quando novos lançamentos chegam ao mercado. The Legend of Zelda: Breath of the Wild transforma a exploração em descoberta constante; Red Dead Redemption 2 cria um mundo vivo e detalhado; Elden Ring combina liberdade com combate exigente; e The Witcher 3 se destaca pelas escolhas e missões memoráveis.

God of War Ragnarök entrega ação cinematográfica e uma história emocional, Hades prova a força dos jogos independentes, Portal 2 permanece como referência em quebra-cabeças e Minecraft oferece uma liberdade criativa que parece inesgotável.

A lista pode servir tanto para quem está procurando uma nova aventura quanto para quem deseja revisitar experiências importantes. Ainda assim, o melhor critério continua sendo descobrir que mecânicas, histórias e estilos despertam seu interesse. Escolha um título, reserve algumas horas e permita que o jogo mostre por que conquistou tantos jogadores.

O universo gamer está sempre se renovando, e explorar suas diferentes experiências é uma das melhores formas de encontrar a próxima grande jornada.

Equipe Redação

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